Stand Up Comedy

setembro 21, 2010

Confesso que desenvolvi um vício nos últimos meses. Não consigo passar uma semana sem assistir ao menos um vídeo de Stand Up Comedy.

O que mais me atrai nesse tipo de comédia é o tema. Amadores fazem piadas sobre tudo, não há enredo, não há motivo. Passam a noite inteira contando piada-após-piada. Os bons comediantes contam (ou criticam) uma história de uma forma diferente e surpreendente.

Aqui em Melbourne, uma vez ao ano, a cidade lota com comediantes do mundo inteiro e se torna praticamente impossível sair de casa e não assistir um show.

Enquanto o mês da Stand Up Comedy não chega, sacio meu vício no Youtube.

Aqui seguem alguns clássicos em ordem crescente de maturidade. Talvez os episódios escolhidos não representem o melhor do que esses comediantes têm a oferecer, mas com certeza dão idéia do que são capazes.

Confesso que pra entender os comediantes ingleses ou irlandeses é um pouco mais difícil, tanto pelo sotaque quanto pelo contexto. Mas ainda assim, vale a pena conferir!

Eddie Murphy

Russel Peters

Robin Williams

Bill Hicks

Dara Ó Briain

Eddie Izzard

Kitesurf

fevereiro 9, 2010

Para aqueles que ainda não sabem, estou de volta. Sim, aquele mesmo tal de Kitesurf que me quebrou algumas costelas outro dia desses.

Velejar é bom demais. Amarrado a uma pipa então, é prazer incomparável. Tenho até medo de perder a vontade de trabalhar e passar meus dias na praia apenas velejando.

Agora só o que me falta é um companheiro!

Ah… saudades de Floripa onde moram os amantes do esporte.

Felicidade

fevereiro 9, 2010

Sinto em desapontar os deprimidos e os não-materialistas, mas gostaria de esclarecer algumas coisas.

1. Felicidade existe
2. Felicidade se compra

A minha eu encontrei! Custou aproximadamente $2000,00 e serve pra velejar.

Corolários

Se você é rico e infeliz, é burro.
Se você é pobre e feliz, bom pra você.
Se você não tem dinheiro, vai ser difícil de “encontrar a felicidade”.
Se você tem dinheiro e ainda não a encontrou, tem que continuar procurando oras!
Se não concorda, então ache a sua, seja feliz e não me encha o saco com argumentos estúpidos.

Business Class

maio 10, 2009

Ser pobre é uma merda!

Não consegui encontrar forma melhor de expressar meus sentimentos após embarcar – pela primeira vez em 30 anos – num vôo classe executiva com destino a Paris. Na realidade, Melbourne – Singapura – Paris.

Bastou vestir um terno e carregar um bilhete de embarque para classe executiva que o mundo ao meu redor se tranformou. Thierry nunca mais! De agora em diante é Mr. Panthier, pronunciado com sotaque anglo-asiático-franco-confuso.

Sorrisos abrem meu caminho com destino ao assento 22K, uma poltrona com espaço suficiente para norte-americano legítimo. São tantos botões que nem meus nove anos de engenharia podem ajudar. É o tipo de coisa que ou você conhece pois foi criado nisso ou desiste porque não lhe pretence mesmo.

Sou recebido com uma taça de vinho, um menu – sim, um menu! – com quatro variedades de comida para o jantar e ,obviamente, uma carta de vinhos e champagne. Como reagir diante de tantas opções?! Ignore o menu, ignore as sugestões e seja Business Class! Peça algo exótico acompanhado de um vinho raro, apenas para arrancar o sorriso das comissárias e fazê-las ruborizar ao dizer: perdão, mas não temos. Pensei, mas não o fiz. Não devia.

A atenção das comissárias de bordo é tamanha que fiquei tentado a sujar minhas fraldas e berrar por comida. Nem a mais carinhosa das mulheres é capaz de tratar seu marido dessa forma. Se enfermeiras tivessem metade do treinamento de uma comissária de bordo, ai sim envolvimento emocional em hospitais seria um problema.

Ah, e o charme… É impressionante o charme de um business class. Olhares desconfiados me seguem, tentando decifrar esse ser que carrega em suas mãos o bilhete da felicidade. Sou tão irresistível que às vezes me pego piscando para mim mesmo nos espelhos do corredor.

Portas se abrem. Rostos se transformam. O mundo flui.

E tudo isso por causa de um simples bilhete que me garante uma poltrona maior e comida de verdade.
Eu sou o mesmo. Mas, definitivamente, me sinto diferente. Seduzido por um mundo ao qual não pertenço.

Não sei se estou feliz por conseguir tanta mamata da empresa ou se fico triste por não conseguir imaginar quando isso irá acontecer novamente.

O importante foi constatar que pedir não ofende nem machuca. E que a sorte vêm para aqueles que a procuram.

Visto

maio 10, 2009

Boas notícias!

Meu novo visto foi aprovado!

Antes eu tinha um visto temporário do tipo “417 – Holiday Working Visa” e agora estou com um visto do tipo “457 – Sponsored Working Visa”.

Este visto também é temporário, mas válido por três anos. A vantagem é que sou considerado residente para efeitos de taxação e, consequentemente, pago muito menos imposto do que antes.

Quanto ao resto, tudo continua da mesma forma. Posso dirigir com minha carteira de motorista brasileira – desde que devidamente traduzida em inglês. Posso entrar e sair do país sem quantas vezes eu quiser. E posso continuar aqui como eu queria desde o início.

I’m back!

maio 10, 2009

Saudações terráqueos!
Desculpe a demora, mas estava numa viagem a trabalho (e a passeio) e só agora estou com tempo para publicar tudo o que tenho escrito e vivido.

Rapidinhas

março 25, 2009

No final do ano de 2008, início de 2009, fiz uma viagem partindo do extremo sul em direção ao nordeste da Austrália. Assim que retornei, fui novamente bombardeado de emails curiosos. Como estava me preparando para voltar a trabalhar, escrevi apenas um breve resumo do meu roteiro e das minhas experiências. A seguir o relato que algumas pessoas receberam.

Foram mais ou menos 7000km de viagem. Saindo do extremo sul (Melbourne) e chegando até Fraser Island.

Eu queria ir até o extremo norte, em Darwin, passando por Airlie Beach. Mas faltava tempo e dinheiro.

Parei em Sydney por 7 dias, em Byron Bay por 3 dias, em Fraser Island por 3 dias e Gold Coast (Surfers Paradise) por mais 4 dias.

Em Sydney eu conheci pra Bondi Beach, Manly Beach, Kings Cross e o centro (Sydney CBD). Manly Beach é impressionante. Além de ser um lugar muito bonito, é infestado de brasileiros. Nem parece Austrália.

Canguru é mais comum morto na beira da estrada do que vivo em parque! Entre Melbourne e Sydney vi 6 atropelados.

Carne de canguru é muito boa! Tem gosto forte, mas é saborosa e muito macia. Pra quem achava que o bicho só pulava…

Loira de olho claro é o que não falta nesse lugar… só falta uma pra mim!

Brasileiro na Austrália é como Japones no Brasil. Só procria em cativeiro. É impressionante como não se misturam.

Hostel é bom demais! Dá pra conhecer gente do mundo inteiro. Nessa foto tem gente da Dinamarca, Holanda, Alemanha, Inglaterra, Pais de Gales e Brasil.

Macacada Reunida

A Terra do Não

março 25, 2009

Uma das coisas que mais me chamou atenção na Austrália foi a quantidade de placas com sinais de proibição.

Obra-prima do Estado

Ao invés de nunca envelhecer, aqui na Land Down Under você nunca pode fazer porra nenhuma. Por favor, me perdoem o linguajar, mas essas placas me tiram do sério.

As cidades são limpas e organizadas, o povo é educado e gentil, mas as regras…

Às vezes é tão absurdo que, no meio do deserto, você pode encontrar placas de proibido estacionar! Quem é que vai querer estacionar aqui?! Eu não sei. De qualquer forma, não é permitido.

Enfim, agora que desabafei, preciso explicar o porque de tanta restrição. Diferentemente do que estamos normalmente acostumados, “as coisas aqui funcionam”; leia-se leis, polícia, estado etc. Se você sofrer um acidente em uma praia e quiser reclamar porque não havia nenhum aviso de que nadar era perigoso, você pode.

Às vezes fico imaginando um sujeito no Brasil prestando queixa na delegacia porque resolveu dar um mergulho, bateu a cabeça numa pedra e se sentiu lesado porque não tinha nenuma placa…

Em última instância trata-se apenas da postura do estado em relação ao indivíduo. Aqui, é melhor proibir tudo e tratar todo mundo como criança de 4 anos para que, se algo der errado, finalmente o estado poder dizer: I told you so. Já no Brasil é a postura do “deixa como está, só pra ver como é que fica” e, se der problema, dê uns sopapos na cabeça da criança e diga: vê se cresce!

Eu, como um bom brasileiro, prefiro assumir responsabilidade pelos meus atos.

Os australianos preferem se cercar.

E depois se deparam com políticos na TV em discussões inflamadas sobre os problemas causados por adolescentes que bebem demais, se envolvem em brigas e – pasmem – esfaqueamentos.
No wonder why… No wonder why…

Teorias…

março 24, 2009

Após passar algumas semanas sem escrever, telefonar, mandar cartas ou mensagens de fumaça para a família, comecei a receber emails de amigos, parentes e papagaios perguntando se ainda estava vivo ou se havia algo (ou alguém) me impossibilitando de comunicar.

Dentre todos, o mais interessante foi o do meu querido amigo Pedro Maia Soares – popularmente conhecido como PM Soares – e, portanto, digno de ser “postado”.

Recebido no dia 08/03/2009 às 13:38:

Meu caro,

tendo em vista a falta de notícias do último mês, imagino que o verão tenha torrado seus miolos (coisa que só começou a acontecer em são paulo nesta semana) e você esteja incapacitado de se comunicar. Ou então, segundo uma outra teoria, disseminada por quem o viu pela última vez num aeroporto, você teria fugido para uma ilha dos mares do sul onde estaria vivendo com um harem de cinco nativas e totalmente desplugado (caso em que esta mensagem seria totalmente inútil). A terceira teoria diz que você finalmente descobriu seu lado gay e não está querendo revelar ainda para a família. A quarta diz que deu tudo errado e que você está com vergonha de contar para a família. etc etc etc etc.

Aguardo desmentidos.

Respondido no dia 19/03/2009 às 22:29:

Meus caros… estou vivo!

Pedro, quanto ao seu email o problema é a idade – a minha, não a sua. Eu jurava que já tinha respondido ao seu email “desrespeitoso” sobre minha pessoa como ser humano (como já dizia um grande “filósofo” brasileiro).

Vamos por partes então…

1- Não! O verão não torrou meus miolos. Me deixou meio tonto por um dia, mas ainda continuo o mesmo. Ou pelo menos acho que sim.

2- Essa hipótese representa meu sonho desde que me tornei um solteirão. Mas, infelizmente, um “harem no sul com nativas” vai entrar para a lista de “coisas para fazer antes de morrer”.

3- Bom… como já disse anteriormente, meu lado feminino é lésbico. E meu lado masculino é tão macho que passa o dia inteiro tentando traçar o feminino. Disto se conclui que essa teoria de “descobrir seu lado gay” por si só é inválida.

4- É esse o estágio em que me encontro agora. Nada deu errado, nada deu certo. Não saiu meu visto, mas tudo está em andamento. Não ganhei aumento, mas isto está prometido pra primeiro de abril (tudo bem… podem rir). Não estou careca, mas meus cabelos continuam caindo. Enfim, na mesma merda.

Bom, como estou morando num país “politicamente correto”, preciso esclarecer algumas coisas pra evitar algum tipo de protesto ou condenação.

Sobre o item 2: Levando em consideração que o sonho de todo e qualquer homem (pelo menos que eu conheço) desde a puberdade é viver rodeado de lindas mulheres, esse comentário se enquadra na categoria de humor baseado em alusão aos anseios masculinos. Gostaria de ressaltar que não estou aqui defendendo a poligamia, incentivando orgias ou tão pouco criticando a instuição do casamento.

Sobre o item 3: Por favor, entendam que, novamente, se trata de humor, não de homofobia. E quem me conhece, sabe que não sou tão macho assim!

Sobre o item 4: A conexão entre “estar na mesma merda” e “estar perdendo cabelos” reflete apenas minha visão sobre ficar careca. Não pretendo aqui generalizar e dizer que “ficar careca é uma merda” ou que “os carecas são uns merdas”. De qualquer forma, se você interpretou dessa forma e ficou bravo, é porque é careca e concorda comigo.

Abraços e espero que tenho desperdiçado mais alguns preciosos minutos de suas vidas com minhas bobagens

Rationale

março 24, 2009

Enfim criei meu blog, ufa!

Pretendo transformar esse site no meu “kerido tiário” de viagem e relatar algumas experiências e observações sobre a “Land Down Under”.

Bem… eu sou o tipo de pessoa que só abre a boca pra reclamar ou pra fazer piada, então, não espere muita coisa diferente disso nos meus posts.

Abraços.


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