Uma das coisas que mais me chamou atenção na Austrália foi a quantidade de placas com sinais de proibição.

Ao invés de nunca envelhecer, aqui na Land Down Under você nunca pode fazer porra nenhuma. Por favor, me perdoem o linguajar, mas essas placas me tiram do sério.
As cidades são limpas e organizadas, o povo é educado e gentil, mas as regras…
Às vezes é tão absurdo que, no meio do deserto, você pode encontrar placas de proibido estacionar! Quem é que vai querer estacionar aqui?! Eu não sei. De qualquer forma, não é permitido.
Enfim, agora que desabafei, preciso explicar o porque de tanta restrição. Diferentemente do que estamos normalmente acostumados, “as coisas aqui funcionam”; leia-se leis, polícia, estado etc. Se você sofrer um acidente em uma praia e quiser reclamar porque não havia nenhum aviso de que nadar era perigoso, você pode.
Às vezes fico imaginando um sujeito no Brasil prestando queixa na delegacia porque resolveu dar um mergulho, bateu a cabeça numa pedra e se sentiu lesado porque não tinha nenuma placa…
Em última instância trata-se apenas da postura do estado em relação ao indivíduo. Aqui, é melhor proibir tudo e tratar todo mundo como criança de 4 anos para que, se algo der errado, finalmente o estado poder dizer: I told you so. Já no Brasil é a postura do “deixa como está, só pra ver como é que fica” e, se der problema, dê uns sopapos na cabeça da criança e diga: vê se cresce!
Eu, como um bom brasileiro, prefiro assumir responsabilidade pelos meus atos.
Os australianos preferem se cercar.
E depois se deparam com políticos na TV em discussões inflamadas sobre os problemas causados por adolescentes que bebem demais, se envolvem em brigas e – pasmem – esfaqueamentos.
No wonder why… No wonder why…